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Mostrando postagens de 2022

Jô Soares e a hipótese do humor

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Eu sofri bullying na infância e adolescência. Na época era normal e não tinha esse nome chique (a gente sempre teve a mania de dizer que qualquer anglicismo ou qualquer outro estrangeirismo é sinal de refinamento, mas isso é assunto para outro post). Mas, voltando, eu sofri bullying por ser CDF (uma espécie de nerd ainda sem o raio gourmetizador) por ser negro, por ser magro, por existir. O bullying não vê motivos ou justificativas, simplesmente é.  Por muito tempo eu não soube como lidar com isso e só aprendi quando descobri o Jô Soares e a forma como ele lidava com as questões relacionadas ao seu peso. Foi com ele que aprendi a rir de mim mesmo, não no sentido de deboche, pois o humor vai além disso. Humor é resistência, como diria o Paulo Gustavo, humor é autoconhecimento, libertação. "Rir é o melhor remédio", diz o ditado, afinal, enfrentar a vida com humor faz toda a diferença e de fato é o melhor caminho. Foi com o Jô que aprendi que a única bandeira que devemos sempre

Sobre quando eu sonhava em ser herói

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Quando criança, eu queria ser herói. Acho que todo mundo um dia sonhou em ter superpoderes, fazer coisas impossíveis a nós humanos, como voar, correr mais rápido até que o Usain Bolt, o homem mais veloz do mundo até o momento em quem escrevo esse texto, e até mesmo destruir meteoros com a mão.  Eu lembro que sempre quis ser o Superman. Não tinha a maldade de perceber que ele usa a cueca por cima da calça, mas me encantava ele ser superior em tudo, exceto quando estava perto da tal criptonita. E me encantava ainda mais ele ser super em tudo e deixar perceberem esse lado apenas quando estava sem os óculos. A lógica diz que ele usa os óculos como disfarce, mas eu gosto de pensar metaforicamente, entendendo que as lentes o ajudam a separar o Kal-El do Clark Kent. Certa vez estava falando com uma amiga e ela disse que nos identificamos com os heróis de acordo com o que imaginamos que somos, das projeções que fazemos ao nosso respeito. Acho que, de certa forma, todos somos meio Superman às v

Não é só o silêncio da Anitta que é (ou era) ensurdecedor

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A partir de hoje, o The Jonatas’ Posts começa a passar por uma reformulação muito importante. Vou deixar de lado as crônicas sobre temas aleatórios e com foco mais leve e passo usar este espaço com um objetivo mais jornalístico e de acordo com o que é necessário neste momento do país: opinar e repercutir sobre os absurdos que são apresentados todos os dias. Senti a necessidade de deixar o meu blog com viés opinativo por necessidade pessoal e também por saber que todo e qualquer posicionamento é importante. Não podemos ficar calados e eu, jornalista, não posso deixar de opinar ou guardar as minhas opiniões para os meus círculos mais íntimos. Vivemos uma situação de extremo abuso social, da política à ecomomia passando, inclusive, pela saúde e por questões relacionadas à eleição, em um cenário que beira a total distopia. Manter essa indignação presa nas paredes ou perdida em conversas no Whatsapp e posts eventuais em redes sociais é inútil. E se o papel do jornalismo é promover o deb